AERONÁVES FICAM NO CHÃO QUINTA-FEIRA

Uma reunião de mais de três horas entre representantes de sindicatos de trabalhadores dos aeroportos e das empresas de aviação terminou sem acordo nesta terça-feira. Com isso, a ameaça de paralisação dos funcionários na próxima quinta-feira está mantida.





As empresas aéreas receberam nossa pauta em setembro e só vieram avaliar agora. Por isso, já convocamos o trabalhador aeroviário a, no dia 23, parar com suas atividades e contribuir com seu destino, disse Marcelo Schmidt, do Sindicato Nacional dos Aeroviários.



Segundo ele, a greve deverá ocorrer ao longo de todo o dia 23, mas é possível que seja realizada em intervalos determinados, atrasando os voos, mas não os interrompendo. Os passageiros precisam ter paciência, porque os trabalhadores estão no limite e isso compromete a segurança. Os passageiros chegarão ao seu destino, mas não chegarão no seu horário.



A tentativa de negociação foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho, com a participação de representantes do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Sindicato Nacional dos Aeroviários (funcionários que atuam em terra) e do Sindicato Nacional dos Aeronautas (pessoal que atua em voos).



As categorias devem continuar negociando. Há prazo suficiente para negociação até o dia 23. Mas percebi que ainda há um distanciamento muito grande entre as propostas das empresas e as dos trabalhadores, avaliou o procurador-geral do trabalho, Otavio Brito.



As empresas passaram sua oferta de reajuste de 6,08% para 6,5%. Propuseram ainda antecipar a data-base de reajuste para maio de 2011. Fizemos isso porque não se pode deixar a sociedade refém em uma situação dessas. Não há o menor cabimento fazer uma greve no dia 23 de dezembro, por tudo o que representa o Natal, disse Odilon Junqueira, do Snea.



Questionado sobre um plano B para o caso de greve, o representante do Snea descartou a possibilidade de paralisação. Nós confiamos no elevado espírito profissional dos trabalhadores.



Os aeroviários querem aumento de 13% mais alta de 30% no piso salarial. Os aeronautas cobram aumento de 15%. E consideram a nova proposta dos empregadores fora de cogitação. Foi uma provocação, disse Schmidt.



Fonte Terra.

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